quarta-feira, 14 de julho de 2010

domingo, 4 de julho de 2010

Morzine e Avoriaz

Todo mundo sabe da nossa paixão pelas bicicletas. Ontem começou o Tour de France, a corrida mais famosa do ciclismo mundial. São quase 3.642 km rodados em 1 mês pelas estradas da França e também de alguns países vizinhos. Ficamos felizes de saber que a largada desse ano seria em Rotterdam. Quando a Julia morava na Holanda, pedalamos de Den Haag até Rotterdam. Os 25 km que pedalamos nesse dia nem se comparam com as etapas do Tour de France, mas ficou na nossa memória porque foi a primeira "cicloviagem" da Julia.

Nós, chegando em Rotterdam

Ponte Erasmus

Casas Cubo


Além disso, na 8ª etapa do Tour, a chegada será em Morzine. Estivemos lá em 2008 quando fomos visitar nossos amigos Benoît e Caroline. Num dia maravilhoso, eles nos levaram até a estação de ski Avoriaz, onde o Robin (3 anos) ia aprender a esquiar. A montanha, o céu azul, o queijo francês e a ótima companhia, fizeram aquele dia ser inesquecível! Compartilhamos com vocês algumas fotos de lá e convidamos todos a acompanharem o Tour de France, já que a Copa está acabando.

O Tour de France vai até dia 25 de julho.
Mais informações: www.letour.fr

Morzine

Le fromage pro almoço

As montanhas

Avoriaz

Robin esquiando

Benoît, Caroline, Robin, eu e Julia

domingo, 13 de junho de 2010

Zé Vermelho

A volta antecipada do feriado, não foi assim tão ruim. Por causa da chuva, não pudemos fazer a trilha do Pico das Agulhas Negras, então voltamos pra Pindamonhangaba. Lá, conseguimos descansar e recuperar as energias. Aproveitamos e fomos conhecer a falésia do Zé Vermelho, point de escalada local. Foi um pouco complicado pra acharmos o lugar, mas no final valeu a pena. Colocamos todos os nossos equipamentos que estavam empoeirados, pra funcionar. Como o tempo era curto, fizemos apenas uma via. A "Orquideas Selvagens" é uma via de 4º grau bem tranquila, ótima para iniciantes ou pra quem não escala faz muito tempo (nosso caso). Deve ter lá seus 12 a 15m e uma vista linda do Vale do Paraíba. Além dessa, o Zé Vermelho possui outras vias mais fortes que vão até 8B. Foi um ótimo fim de feriado e com certeza voltaremos pra Pinda pra mais escaladas!

A falésia do Zé Vermelho

A vista do vale


Os escaladores

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Itatiaia

Sair de São Paulo, já é uma maravilha. Deixar essa poluição, trânsito e stress pra ir pra Itatiaia... Nos deixa sem adjetivos. Só pra terem uma noção, já fui pra lá pelo menos 8 vezes e não me canso. Cada vez que vejo as pedras espalhadas pelo parque fico maravilhado.

No feriado de Corpus Christi, saimos às 4h30 (pra não pegar trânsito) com destino à Itatiaia. Antes, passamos em Pindamonhangaba pra pegar os amigos. De lá seguimos até a parte baixa do parque. Visitamos o centro de informações que está bem completo e interativo, a piscina da Maromba e a cachoeira Véu da Noiva. Almoçamos por lá e fomos até Itamonte, onde ficamos hospedados.

Véu da Noiva
Cachoeira Véu da Noiva

Piscina da Maromba
Piscina da Maromba


O dia seguinte foi reservado pra parte alta. A manhã estava fria (5ºC) e cheia de neblina. Seguimos a trilha até o topo do Pico das Prateleiras. O tempo melhorou durante a caminhada e conseguimos ter uma vista geral da paisagem. Chegando na base das Prateleiras, pudemos ver as nuvens lá embaixo. Depois de escalaminhar, pular e passar por entre as pedras, chegamos ao topo. Uma nuvem cobria tudo e não conseguimos aproveitar a vista, mas ficamos felizes por ter chegado. A paz que é lá em cima, recompensa todo o esforço. Voltamos para a portaria do parque aproveitando o pôr do sol e ansiosos pra subir o Pico das Agulhas Negras no dia seguinte. Infelizmente choveu e não foi possível fazer a trilha. Agora temos mais um motivo pra fugir de São Paulo e retornar ao Parque Nacional de Itatiaia.

Neblina
Começando a trilha com neblina

Pico das Prateleiras
Pico das Prateleiras

No topo
Pinto, Cris e Julia no topo

Agulhas Negras
Pico das Agulhas negras visto da estrada

sábado, 8 de maio de 2010

Villarrica e Pucón

Todo mundo já sabe da paixão que eu e a Julia temos por montanhas. É só avistar uma que já queremos subir. Agora... um vulcão cheio de neve, foi uma experiência nova. Quando planejamos nossa viagem pro Chile, subir um vulcão estava na lista de coisas mais desejadas.

Saímos de Puerto Varas sentido Pucón. Antes demos uma passada em Villarrica, cidade que tem o mesmo nome do vulcão. Ficamos apenas algumas horas e comemos a melhor empanada de marisco do planeta. Foi num restaurante chamado El Rey del Marisco, onde o chef se orgulhava muito de ter cozinhado para a seleção de futebol brasileira, no mundial do Chile. O lugar é simples, mas a comida é ótima. Depois passeamos pela centro e na prefeitura vimos que tem um "semáforo" de erupções. Dependendo da cor, sabemos se existe um risco grande ou pequeno do Villarrica cuspir lava. O sinal estava verde e seguimos adiante.

Rei do Marisco
El Rey del Marisco

Prefeitura
Prefeitura de Villarrica com o semáforo de alarme vulcânico

Chegamos em Pucón e fomos procurar o Gran Hotel Pucón, o mais famoso da cidade. Ele é enorme e fica na beira do lago. Tem uma vista incrível do vulcão Villarrica, mas infelizmente anda meio caidinho. Ouvimos dizer que esse hotel já teve seu momento de glória, mas que agora já não é bem assim. O quarto é grande e a janela dava pro vulcão, mas o atendimento era muito frio e não muito simpático. O lado bom foi a agência de turismo que tinha no hotel. Lá a gente conseguiu tirar todas as dúvidas sobre a ascensão do Villarrica, pegar equipamento (calça impermeável, botas para neve, crampons, jaquetas corta vento, capacete, piqueta e mochila) de boa qualidade e um guia só pra gente.

Gran Hotel Pucón | Dia
Gran Hotel Pucón

Só tínhamos dois dias em Pucón e sabíamos que a subida dependeria do tempo. O guia disse que o dia perfeito seria o dia seguinte, então provamos e pegamos os equipamentos e nos preparamos psicologicamente. O sábado amanheceu lindo! Céu azul, nenhuma nuvem e temperatura agradável. Encontramos o guia, calçamos as botas, colocamos os equipamentos e comida na mochila e entramos na van. Ficávamos mais empolgados a cada metro que a van subia. Chegamos na estação de ski e pegamos o primeiro teleférico, que já estava incluído. Depois ficamos esperando para ver se iam liberar o segundo teleférico. Enquanto isso, alguns grupos já subiam esse trecho à pé. O outro teleférico foi liberado e como a estação de ski é do mesmo dono do hotel, não precisamos pagar. Isso fez a gente economizar tempo e energia que foram importantes no fim da subida. Saindo do teleférico o guia nos explicou que a piqueta era nossa melhor amiga na montanha. Nos mostrou como deveríamos proceder em caso de queda e também como seria a subida.

Villarrica II
Vulcão Villarrica

Crampons nas botas e partimos para o cume. Subir uma montanha ou vulcão muito ingrime, exige paciência. É realmente um pé na frente do outro e concentração o tempo todo para não perder o equilíbrio ou, em caso de queda, fazer o que o guia explicou. A primeira metade foi tranquila e éramos o grupo que liderava a subida. No meio da subida a gente via uma fumaça no topo que era mistura de enxofre e nuvem. Quanto mais a gente subia, mais o tempo fechava. No último terço da subida, o guia nos explicou a situação e disse que no ritmo que estávamos, conseguiríamos chegar ao cume, mas que talvez não conseguíssemos ver nada por causa do tempo. A gente encarou. Já no fim da subida, pegamos uma nevasca que prejudicava a visão e gelava o rosto e o corpo todo. Continuamos e conseguimos registrar nosso chegada ao cume. Vimos um pouco da cratera, cheiramos enxofre mas, infelizmente, não pudemos ficar muito lá em cima pois o tempo podia piorar. Começamos a descida e ainda encontramos um grupo que ia tentar chegar ao topo. Todos os outros tinham desistido por causa do mau tempo. Descemos o mais rápido que podíamos, incluindo técnicas de skibunda. Quando chegamos no pé do vulcão, olhamos pra cima e o céu estava azul novamente. O tempo ficou ruim só enquanto estávamos no topo. Mesmo assim, fui uma das melhores aventuras das nossas vidas! Já estamos com saudades do Villarrica.

Segundo grupo
Os outros grupos

Ficou assim
Quase lá...

La cumbre
La cumbre!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Los Lagos

Pelo nome da região já dá pra imaginar o que vamos encontrar. É aí que se estão os lagos Llanquihue e o Todos los Santos, que dizem ser o mais bonito do Chile. Além deles, podemos encontrar vulcões que beiram todo o caminho da Ruta Panamericana.

Saimos de Santiago, dormimos uma noite em Temuco e chegamos a Puerto Varas. Esta é a cidade mais famosa e movimentada da região. Fica na beira do Lago Llanquihue e é ponto de partida para as aventuras. É onde estão todas as agências de turismo e lojas de equipamentos outdoor. Tem hospedagens de todos os tipos e um hotel famoso com vista para o lago e o vulcão Osorno. Tem ótimos restaurantes por toda parte e o que possuem de melhor são os peixes e frutos do mar. E nada melhor que o vinho nacional para acompanhar as refeições.

Igreja II
Igreja de Puerto Varas

Saindo de Puerto Varas fomos até Ensenada, que fica a cerca de 50 km pra frente. É uma vilazinha com poucas casas, poucas pousadas e pouco comércio, mas super tranquila. Resolvemos ficar hospedados lá porque achamos um chalé bem aconchegante, na beira do Llanquihue e praticamente no pé do Osorno. Brisas del Lago possui chalés para casais com banheiro, aquecimento e uma janela enorme com uma vista maravilhosa. O café é servido pela simpática dona, no chalé mesmo. Eles também possuem opções para a "turma". Ensenada foi a nossa base e de lá partimos para conhecer toda a região.

Vulcão
Vista do nosso chalé em Ensenada

Hora de partir
Nós na praia de Ensenada

As atrações naturais são o forte da região. O já comentado lago Llanquihue, tem águas cristalinas e geladas. É tão grande que às vezes parece mar. No verão pode-se velejar, nadar e fazer passeios de kayak. Como estávamos no inverno, isso não foi possível. O vulcão Osorno é o mais famoso da região. Dá pra chegar de carro até a pequena estação de esqui que é ideal para iniciantes. Também é possível ir até o cume, mas é uma escalada bem técnica, demorada e cara. O que nos surpreendeu foram os Saltos del Petrohué com suas águas verdes e cristalinas. As quedas são espetaculares e dá vontade de se jogar na água, pena que estava frio. O lago Todos los Santos é bonito, mas não deu pra confirmar a informação de que é o mais bonito da região. Existem muitos passeios de barco, mas a maioria é no verão. Atravessando esse lago, se chega em Bariloche, na Argentina.

Saltos del Petrohué I
Saltos del Petrohué com o Osorno ao fundo

Reservamos um dia para dar a volta no lago Llanquihue e conhecer as cidades que ficam por perto. Passamos por Puerto Octay que é uma cidade charmosa, bem pequena e com um queijo local bem saboroso. Depois passamos por Frutillar que é dividida em parte baixa, que é a mais turística pois está na margem do lago e parte alta. Ela é maior que as outras, tem casas bem cuidadas com influência alemã e também praias que devem ficar movimentadas no calor. A última cidade que visitamos foi Puerto Montt que é a capital da província e tem porte para tal. Depois de passarmos por cidades pequenas, peculiares e charmosas, a cidade grande fica sem graça. O que vale a pena é uma visita ao mercado municipal para comer peixes e frutos do mar da região. Congrio, salmão, loco, picoroco, machas e tudo mais que sair do mar com preços muito bons. Os restaurantes são simples, a concorrência é feroz e os garçons saem à caça dos clientes. Tente se livrar da pressão e escolha o que mais agradar.

Depois disso nos dirigimos ao norte, rumo à Pucón, mas isso fica pra outro post.

Prefeitura
Prefeitura de Puerto Octay

Puerto Octay
A vista enquanto a gente dava a volta no Llanquihue

Frutillar
Pier de Frutillar

Ouriços e mariscos
Mercado Municipal de Puerto Montt

Loco Mayo
Loco Mayo (locos com maionese)

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Chile

Com seus 4.300 km de comprimento, o Chile é um país que oferece muito ao turista. Praias do Pacífico, deserto, vulcões, bons vinhos, boa comida, pratos exóticos, ski, trekking, etc. A melhor maneira de contar como foi nossa viagem por lá, é dividindo em capítulos. Essa primeira parte é uma geral de tudo.

Foram duas semanas entre Santiago e Puerto Varas. Dirigimos cerca de 1.000 km até a região Los Lagos. Na primeira semana, visitamos Puerto Varas, Puerto Montt, Puerto Octay, Ensenada e Frutillar. Demos a volta no lago Llanquihue e conhecemos de perto o vulcão Osorno. Depois fomos até Pucón, pra parte mais legal da viagem, subir o vulcão Villarrica. De lá, voltamos pra Santiago.

A segunda semana foi pra conhecer melhor Santiago e a região. Num dia fomos até Valparaíso e Viña del Mar. Num outro, visitamos a vinícola Los Vascos. O último foi reservado para o ski no Vale Nevado.

O Chile é um país maravilhoso que tem um povo acolhedor e simpático. Com certeza merece outras visitas.


Santiago vista do Cerro San Cristóbal

Vulcão Osorno e Saltos del Petrohué

Escaladores no vulcão Villarrica

Com os pés no Oceano Pacífico