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terça-feira, 10 de maio de 2011

Marmelópolis

\oo/

Como já se pode imaginar, Marmelópolis é a cidade do marmelo e consequentemente da marmelada. A fábrica da Cica ficava situada lá e deu até nome à praça central. Agora a produção não é tão grande, mas ainda é possível achar algumas pequenas plantações de marmelo e algumas marmeladas pelas vendas e supermercados. Mas não foi o doce que nos atraiu para essa pequena cidade...

Matriz
Igreja Matriz vista da Praça Cica

Localizada na Serra da Mantiqueira, Marmelópolis é ponto de partida para os picos do Marins, Marinzinho e Itaguaré. Bem no pé do Pico do Marinzinho está a Pousada e Camping do Sr Maeda, senhor de 70 anos e muita energia, que veio do Japão com o sonho de conhecer Machu Picchu. Por causa da imigração do Peru, acabou no Brasil. Ele afirma que seu primeiro trekking foi aos 5 anos, quando teve que fugir com a sua mãe, da Coréia do Norte em direção à Coréia do Sul, por causa da invasão dos soviéticos. Sua disposição é de impressionar e contagiosa. Junto com ele fica a Sra Maeda que é responsável pelas deliciosas refeições servidas numa enorme mesa comunitária. O jantar é o momento onde os montanhistas se juntam para trocar experiências e também escutar muitas histórias do Sr Maeda. Para quem quer explorar as montanhas da região, esse é o lugar para ficar. De noite, se não tiver nuvens, é hora de se deslumbrar com as estrelas.

Maison à la montagne
Camping do Maeda

Visita
Esquilo no camping

Star trail #2
Céu do camping 1

Star trail #1
Céu do camping 2

As subidas para os 3 picos são bem íngrimes e cada uma tem uma característica diferente. Para o Itaguaré, são muitos degraus altos formados pela erosão, o que faz os joelhos reclamarem na hora da descida. Para o Marins o começo é com uma trilha bem marcada que depois alterna com algumas escalaminhadas na rocha. Para o Marinzinho, a trilha está muito bem sinalizada. Um ou outro trecho é de escalaminhada. Na volta ainda pode-se conhecer a Pedra Montada. Todos valem muito a pena e fica difícil eleger o mais bonito. Para os mais dispostos, existe a opção de fazer a travessia que vai do Marins até o Itaguaré. Ela dura 3 dias e a parte mais complicada é levar água, já que a crista das montanhas é seca. Essa travessia é famosa e foi aberta pelo Sr Maeda.

Daqui do céu dá pra ver tudo
Topo do Pico do Itaguaré

Mantiqueira
Subida para o Pico do Marins

Pico dos Marins
Pico do Marins visto do 4º mirante

Marins
Pico do Marins visto do topo do Marinzinho

Marmelópolis
Pico do Marinzinho visto do mirante do Maeda

Sr e Sra Maeda
Sra e Sr Maeda

Hall da fama
Nós no hall da fama do Sr Maeda

Vá para Marmelópolis para subir as montanhas, ver o céu estrelado e conhecer o Sr Maeda, mas não se esqueça de provar a marmelada.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Serra da Bocaina

Fim do ano é sempre uma loucura. Ir pra praia nessa época é fora de cogitação. O que a gente queria era paz, sossego, ar puro e natureza. Achamos o lugar perfeito e fomos passar o réveillon 2010/2011 na Serra da Bocaina. Ficamos hospedados na simpática e aconchegante Pousada da Terra. A pousada tem chalés super charmosos na beira do lago. Quem quiser mais luxo, pode pegar o que fica mais longe e tem banheira hidromassagem com vista para a natureza. Também pode-se fazer ofurô e sauna desde que sejam resevados e pagos à parte. Além disso tem a Taberna onde acontecem os jantares, alguns shows, bolo com café ou chá da tarde e a integração entre os hóspedes.

Saudade
Chalés da Pousada da Terra

hora do almoço
Visitantes da pousada

Taberna #2
O aconchego da taberna

A pousada fica a aproximadamente 1h30 de Bananal. A estrada pra lá não é das melhores, mas com paciência todo mundo chega bem. A região da Bocaina é linda e existem muitos rios de águas cristalinas para se tomar um banho. No primeiro dia fizemos o reconhecimento da área da pousada e depois caminhamos até a cachoeira das Sereias.

No dia seguinte, fizemos um passeio mais longo. Conhecemos a velha usina e sua cachoeira e caminhamos até a represa que tem uma sequência de quedas d'água, mas que infelizmente só dá pra ver de longe.

Cachoeira das Sereias
Cachoeira das Sereias

Cachoeira | Usina
Cachoeira da Usina

O terceiro dia foi reservado para o passeio mais esperado. Fomos até a Cachoeira Bracuí que tem duas quedas enormes e é de onde se consegue ter uma vista da baia de Angra dos Reis. Paisagem de tirar o fôlego. Depois continuamos pela trilha no meio da mata cruzando pequenos riachos de águas transparentes até chegar no poço escondido. A vontade de mergulhar era grande, mas guardamos para o segundo poço, que de acordo com o Bruno (dono da pousada) era mais bonito. Apesar do caminho ser um pouco difícil de achar, a busca valeu a pena. Criamos coragem e entramos na piscina gelada e cristalina. Voltamos para a pousada para comemorar o ano novo com a ceia na taberna.

Nada de acordar cedo no dia seguinte, então fizemos um passeio até outro poço perto da pousada. Mais um banho gelado pra começar bem o ano. Depois foi hora de arrumar as malas pra partir. Mas antes de deixar a serra, passamos no restaurante Chez Bruna pra buscar nossas trutas defumadas que encomendamos uns dias antes. O patê de truta defumada é bem famoso e o lugar é recomendado pelo Guia 4 Rodas.

A Serra da Bocaina deixou saudades e com certeza voltaremos lá pra conhecer a famosa Trilha do Ouro.

*Uma boa dica é levar algumas garrafas de vinho pra pousada, já que não cobram a rolha.

Chez Bruna
Restaurante Chez Bruna

Bracui
Cachoeira Bracuí com vista para Angra dos Reis

Poço Escondido
Poço Escondido 2

oi, cara de boi!
Habitante local

Canário da Terra
Canário

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

São Francisco Xavier

Sábado foi aniversário da Julia e nada melhor do que comemorar a data nas montanhas.

Dessa vez fomos para São Francisco Xavier de ficamos na pousada Vila Santa Bárbara. Como a data era especial escolhemos o bangalô master, quarto amplo, cama queen size, ofurô, lareira e tudo mais que tínhamos direito. A pousada fica bem no meio das montanhas e dois rios passam dentro da sua área. O café da manhã é servido num deck com vista para o vale. Tudo lá é bem estruturado, inclusive a trilha que leva ao mirante, à capela e aos poços dos rios. Infelizmente, com a quantidade de chuva que anda caindo, os rios estavam muito cheios e não conseguimos nadar. O que nos restou foi mergulhar na piscina de água natural da pousada, que é enchida com a água do Rio Bugre.

A cidade é pequena mas bem simpática. No centro existem várias lojas de artesanato (que só vimos de longe) e muitos restaurantes aconchegantes. Jantamos no Trutas Mariser que faz os tais peixes de tudo quanto é jeito. Fui ousado e pedi uma truta com taioba e manga. A Julia, um pouco mais conservadora, pediu com shitake e molho de tomate. Junto veio o arroz e uma salada exótica de frutas e hortaliças. As porções são bem servidas, os pássaros nos fazem companhia e a varanda tem vista para as montanhas (e um monte de telhados, diga-se de passagem). Pra quem gosta de truta, o restaurante é uma ótima opção.

Ainda perto do centro, existe a cachoeira Pedro Davi. É uma cachoeira pública e segundo informações da nossa pousada, é bom evitar o local em domingos ensolarados. Como os dia são longos no verão, fomos pra lá às 19h. O parque já estava fechado, mas o portão continuava aberto. Isso foi uma grande sorte já que pudemos ver a cachoeira completamente vazia. Fizemos todas as fotos queríamos e voltamos para a pousada.

O tempo foi curto pra fazer tudo que gostaríamos, mas foi ótimo pra respirar o ar puro, fazer um trekking light, dormir com o som do riacho e acordar com o canto dos pássaros. Quem sabe não aparece mais um post sobre SFX daqui a um tempo?


Panorâmica do Pouso do Montanhista

Rio Bugre

Café da manhã

Cachoeira Pedro Davi

Taioba, truta com shitake e molho de tomate, truta com taioba e manga, arroz e salada

Bangalô master

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Itatiaia

Sair de São Paulo, já é uma maravilha. Deixar essa poluição, trânsito e stress pra ir pra Itatiaia... Nos deixa sem adjetivos. Só pra terem uma noção, já fui pra lá pelo menos 8 vezes e não me canso. Cada vez que vejo as pedras espalhadas pelo parque fico maravilhado.

No feriado de Corpus Christi, saimos às 4h30 (pra não pegar trânsito) com destino à Itatiaia. Antes, passamos em Pindamonhangaba pra pegar os amigos. De lá seguimos até a parte baixa do parque. Visitamos o centro de informações que está bem completo e interativo, a piscina da Maromba e a cachoeira Véu da Noiva. Almoçamos por lá e fomos até Itamonte, onde ficamos hospedados.

Véu da Noiva
Cachoeira Véu da Noiva

Piscina da Maromba
Piscina da Maromba


O dia seguinte foi reservado pra parte alta. A manhã estava fria (5ºC) e cheia de neblina. Seguimos a trilha até o topo do Pico das Prateleiras. O tempo melhorou durante a caminhada e conseguimos ter uma vista geral da paisagem. Chegando na base das Prateleiras, pudemos ver as nuvens lá embaixo. Depois de escalaminhar, pular e passar por entre as pedras, chegamos ao topo. Uma nuvem cobria tudo e não conseguimos aproveitar a vista, mas ficamos felizes por ter chegado. A paz que é lá em cima, recompensa todo o esforço. Voltamos para a portaria do parque aproveitando o pôr do sol e ansiosos pra subir o Pico das Agulhas Negras no dia seguinte. Infelizmente choveu e não foi possível fazer a trilha. Agora temos mais um motivo pra fugir de São Paulo e retornar ao Parque Nacional de Itatiaia.

Neblina
Começando a trilha com neblina

Pico das Prateleiras
Pico das Prateleiras

No topo
Pinto, Cris e Julia no topo

Agulhas Negras
Pico das Agulhas negras visto da estrada