Mostrando postagens com marcador tocantins. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tocantins. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de abril de 2011

Jalapão

O Jalapão é bruto! Essa foi a frase que mais ouvimos durante a viagem. Mas vamos começar do começo... Jalapão, vem de "jalapa" que é o nome de uma batata que colocam nas garrafas de pinga e que dá um gosto amargo à marvada. Quando o cara queria uma dose bem servida, pedia um jalapão. Daí vem o nome da região e fico imaginando que só tem pingaiado por lá. Por sorte não encontramos nenhum.

Bruto!
O Jalapão é bruto!


A área do parque estadual é enorme e as distâncias entre as atrações também. No primeiro dia rodamos mais de 400km em pick ups 4x4 pelas estradas esburacadas e enlameadas. Chegamos até o Morro Vermelho, que o nome já diz tudo. Caminhamos entre as enormes erosões de terra vermelha e de cima do morro uma bela vista da região. À caminho da pousada, vimos a Pedra da Catedral, que também tem o nome bem auto-explicativo. No fim do dia, fomos até o fervedouro, mas como já estava escuro, não conseguimos fotografar. O fervedouro é um lugar de terreno mais frágil, onde a água dos lençóis freáticos saem. É como uma nascente embaixo da areia. O mais curioso é que no "olho" (parte onde sai a água), por mais que você queira, não consegue afundar. É como se estivéssemos na lua.

Morro Vermelho
Morro Vermelho

Pedra da Catedral
Pedra da Catedral

O segundo dia foi o mais legal. Visitamos a Cachoeira do Formiga, que tem uma água incrivelmente cristalina! Nadamos contra a cachoeira, deixamos o rio nos levar e não queríamos sair de lá nunca mais. A melhor atração do Jalapão, com certeza! De lá fomos visitar o Fervedouro do Formiga, que foi mais legal que o outro, já que estava de dia. Depois visitamos a comunidade Mumbuca, que são conhecidos pelos artesanatos com o capim dourado. Também tomamos suco de buriti e geladinho de araçá, ótimos pra combater o calor. De lá, partimos para as dunas pra ver o pôr do sol. As areias vermelhas da erosão da Serra do Espírito Santo estão fazendo as dunas crescerem cada vez mais e em poucos anos já cobriram árvores e mudaram o curso do rio. A paisagem é linda e a luz do entardecer reforça sua beleza. Infelizmente essa ação natural vai transformar a serra em pó.

Cachoeira do Formiga
Cachoeira do Formiga

Cristalina
Rio Formiga

:)
Crianças Mumbuca

Serra do Espírito Santo
Serra do Espírito Santo

No topo
Dunas

Erosão
Erosão na serra

O despertador tocou mais cedo no terceiro dia. Saímos de madrugada pra fazer o trekking na Serra do Espírito Santo. A subida demorou aproximadamente 1h e a vista que se tem lá de cima e o nascer do sol fizeram valer todo o esforço. De lá, fizemos uma caminhada de uma meia hora até a outra parte da serra, bem na parte da erosão. Infelizmente a neblina estava densa e não conseguimos ver as dunas lá de cima. Descemos a serra, tomamos o café da manhã na pousada e seguimos até a Cachoeira da Velha. Com o rio cheio, nos lembrou as Cataratas do Iguaçu numa escala bem menor. Depois fomos até a praia do Rio da Velha para um pique nique antes de seguir para a próxima pousada.

Jalapão
Vista do topo da serra

Cachoeira da Velha
Cachoeira da Velha

O quarto dia amanheceu com tucanos na frente do nosso chalé. De manhã visitamos a Pedra Furada. Depois disso foi a vez de visitar as cachoeiras do Soninho Grande e Soninho Pequeno. Como o rio estava cheio, nada de banho. Após o almoço fomos até o Cânion Sussuapara que nos reservou um banho de mini cachoeira para finalizar a nossa jornada no Jalapão.

Tucanos
Tucanos

Pedra Furada
Pedra Furada

Cânion Sussuapara
Cânion Sussuapara

Depois de 4 dias de expedição off road, descobrimos que o Jalapão é maravilhoso. O que é bruto é ficar rodando na pick up pelas estradas esburacadas do parque.

Voamos SP - Palmas com a Gol
A expedição foi feita pela Nortetur

quinta-feira, 17 de março de 2011

Palmas

Assim como Brasília, Palmas é uma cidade que nasceu planejada. Dá pra perceber que é uma cidade jovem só de caminhar por ela. Aliás, caminhar em Palmas é estranho. Os quarteirões são enormes e com pouca coisa em volta. Nosso guia não recomendava a caminhada já que o calor por lá é grande, mas como somos teimosos, fomos do hotel até a Praça dos Girassóis. Lá conhecemos o Palácio Araguaia que é a sede do governo do Tocantins. Além disso, vimos o Memorial Coluna Prestes, que foi feito por Oscar Niemeyer em homenagem ao evento de mesmo nome e logo ao lado, visitamos o Monumento 18 do Forte.

Palácio Araguaia
Palácio Araguaia

Palácio Araguaia
Portão do palácio

Luís Carlos Prestes
Luís Carlos Prestes

Memorial Coluna Prestes
Memorial Coluna Prestes

18 do Forte
Monumento 18 do Forte

Em seguida pegamos um taxi e fomos conhecer a Praia da Graciosa, que segundo os locais, era a praia mais bonita. As praias de Palmas existem porque um rio (que não sei o nome) foi represado. A parte interessante é que tiraram todas as árvores da área que seria inundada e replantaram na avenida central, que liga o aeroporto ao centro da cidade. Outro fato curioso é que esse rio é cheio de piranhas, o que resultou em alguns ataques à banhistas. Agora, exite uma rede que impede que as piranhas entrem na área "segura", mas disseram que uma ou outra sempre acaba passando. No primeiro dia eu não sabia dessa história então nadei tranquilo, mas no último, fiquei com receio.

Também visitamos a Praia do Prata que é a mais popular e é onde rola o agito. É uma praia cheia de quiosques pela areia e chegam a colocar as cadeiras dentro da água. Lá tem os botecos que tocam música alta e servem bebidas e comidas. Fomos lá pra conhecer, tomar um banho com as piranhas e só. Nossa sorte é que fomos bem cedo e não tinha muita muvuca, mas acho que nos finais de semana deve ficar cheio de gente bebendo e se esbaldando de frituras.

Praia da Graciosa
Praia da Graciosa

Praia do Prata
Praia do Prata

Além das praias, fomos conhecer a Feira Gastronômica da 304 Sul. É como uma grande feira ou algo parecido com a versão roots do Mercado Municipal de São Paulo. Lá vendem verduras, frutas, pimentas, artesanato e tudo mais que se encontra na região. O andar de cima é reservado para os restaurantes que servem comida local. Sarapatel, Buchada de Bode, Rabada, Galinhada, Dobradinha... Comida pra cabra macho! Confesso que não encarei e acabamos comendo um arroz, feijão e caranha, que parece uma piranha gigante e muito saborosa.

O hotel que ficamos em Palmas é o Casa Grande. Simples, preço bom e bem localizado. O café da manhã também é muito bem servido. Pra quem for pra Palmas, ficam as dicas.


Baião
Baião na Feira Gastronômica da 304 Sul