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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pindamonhangaba

Pinda passou a ser um destino frequente depois que os amigos Pinto e Cris decidiram sair do caos de São Paulo pra viver numa cidade mais tranquila. Bom pra eles, bom pra gente. As primeiras vezes fomos lá pra pedalar. Continuamos com o pedal e voltamos pra correr em provas de mountain bike. Visitar os amigos, pedalar por estradas de terra tranquilas e comer uma boa pizza ou truta já eram bons motivos pra ir até Pinda.

Julia, Pinto e Cris numa das pedaladas

Agora, a coisa mudou um pouco. Duas descobertas apresentadas pelos nossos amigos fazem nosso fim de semana ser infalível. A Falésia Paraíso e o rio do centro hare krishna Nova Gokula. Um dia dos bons é escalar no Paraíso durante a manhã, almoçar no Nova Gokula e depois dar um mergulho nas águas geladas do rio que tem lá. Se ainda tiver dedos e braços fortes, dá pra voltar pra falésia. Melhor que isso, só 2x isso!

Ótimo dia pra escalar

Let's go climbing

Preparação

Julia na Cinturão Galático e eu na Grande Encontro


Pinto na segurança

Rio do Nova Gokula

Nós na hidro do rio

Outras opções de almoço:
Pesque truta Ribeirão Grande (que também tem um rio pra nadar e uma pedra pra escorregar).

Dicas pra quem vai escalar:
O repelente é imprescindível, já que os pernilongos são famintos.
Depois da escalada, dá pra comprar um queijo dos bons no Seu Cota (que fica bem na frente da entrada da falésia).

Momento cultural:
O nome de cidade deriva do tupi pindá-monhang-aba, lugar (aba) de fazer (monhang) anzol (pindá) ou, como alguns consideram, "lugar onde o rio faz a curva", devido ao curso do rio Paraíba do Sul ao passar pelo Bosque da Princesa.

domingo, 13 de junho de 2010

Zé Vermelho

A volta antecipada do feriado, não foi assim tão ruim. Por causa da chuva, não pudemos fazer a trilha do Pico das Agulhas Negras, então voltamos pra Pindamonhangaba. Lá, conseguimos descansar e recuperar as energias. Aproveitamos e fomos conhecer a falésia do Zé Vermelho, point de escalada local. Foi um pouco complicado pra acharmos o lugar, mas no final valeu a pena. Colocamos todos os nossos equipamentos que estavam empoeirados, pra funcionar. Como o tempo era curto, fizemos apenas uma via. A "Orquideas Selvagens" é uma via de 4º grau bem tranquila, ótima para iniciantes ou pra quem não escala faz muito tempo (nosso caso). Deve ter lá seus 12 a 15m e uma vista linda do Vale do Paraíba. Além dessa, o Zé Vermelho possui outras vias mais fortes que vão até 8B. Foi um ótimo fim de feriado e com certeza voltaremos pra Pinda pra mais escaladas!

A falésia do Zé Vermelho

A vista do vale


Os escaladores

sábado, 8 de maio de 2010

Villarrica e Pucón

Todo mundo já sabe da paixão que eu e a Julia temos por montanhas. É só avistar uma que já queremos subir. Agora... um vulcão cheio de neve, foi uma experiência nova. Quando planejamos nossa viagem pro Chile, subir um vulcão estava na lista de coisas mais desejadas.

Saímos de Puerto Varas sentido Pucón. Antes demos uma passada em Villarrica, cidade que tem o mesmo nome do vulcão. Ficamos apenas algumas horas e comemos a melhor empanada de marisco do planeta. Foi num restaurante chamado El Rey del Marisco, onde o chef se orgulhava muito de ter cozinhado para a seleção de futebol brasileira, no mundial do Chile. O lugar é simples, mas a comida é ótima. Depois passeamos pela centro e na prefeitura vimos que tem um "semáforo" de erupções. Dependendo da cor, sabemos se existe um risco grande ou pequeno do Villarrica cuspir lava. O sinal estava verde e seguimos adiante.

Rei do Marisco
El Rey del Marisco

Prefeitura
Prefeitura de Villarrica com o semáforo de alarme vulcânico

Chegamos em Pucón e fomos procurar o Gran Hotel Pucón, o mais famoso da cidade. Ele é enorme e fica na beira do lago. Tem uma vista incrível do vulcão Villarrica, mas infelizmente anda meio caidinho. Ouvimos dizer que esse hotel já teve seu momento de glória, mas que agora já não é bem assim. O quarto é grande e a janela dava pro vulcão, mas o atendimento era muito frio e não muito simpático. O lado bom foi a agência de turismo que tinha no hotel. Lá a gente conseguiu tirar todas as dúvidas sobre a ascensão do Villarrica, pegar equipamento (calça impermeável, botas para neve, crampons, jaquetas corta vento, capacete, piqueta e mochila) de boa qualidade e um guia só pra gente.

Gran Hotel Pucón | Dia
Gran Hotel Pucón

Só tínhamos dois dias em Pucón e sabíamos que a subida dependeria do tempo. O guia disse que o dia perfeito seria o dia seguinte, então provamos e pegamos os equipamentos e nos preparamos psicologicamente. O sábado amanheceu lindo! Céu azul, nenhuma nuvem e temperatura agradável. Encontramos o guia, calçamos as botas, colocamos os equipamentos e comida na mochila e entramos na van. Ficávamos mais empolgados a cada metro que a van subia. Chegamos na estação de ski e pegamos o primeiro teleférico, que já estava incluído. Depois ficamos esperando para ver se iam liberar o segundo teleférico. Enquanto isso, alguns grupos já subiam esse trecho à pé. O outro teleférico foi liberado e como a estação de ski é do mesmo dono do hotel, não precisamos pagar. Isso fez a gente economizar tempo e energia que foram importantes no fim da subida. Saindo do teleférico o guia nos explicou que a piqueta era nossa melhor amiga na montanha. Nos mostrou como deveríamos proceder em caso de queda e também como seria a subida.

Villarrica II
Vulcão Villarrica

Crampons nas botas e partimos para o cume. Subir uma montanha ou vulcão muito ingrime, exige paciência. É realmente um pé na frente do outro e concentração o tempo todo para não perder o equilíbrio ou, em caso de queda, fazer o que o guia explicou. A primeira metade foi tranquila e éramos o grupo que liderava a subida. No meio da subida a gente via uma fumaça no topo que era mistura de enxofre e nuvem. Quanto mais a gente subia, mais o tempo fechava. No último terço da subida, o guia nos explicou a situação e disse que no ritmo que estávamos, conseguiríamos chegar ao cume, mas que talvez não conseguíssemos ver nada por causa do tempo. A gente encarou. Já no fim da subida, pegamos uma nevasca que prejudicava a visão e gelava o rosto e o corpo todo. Continuamos e conseguimos registrar nosso chegada ao cume. Vimos um pouco da cratera, cheiramos enxofre mas, infelizmente, não pudemos ficar muito lá em cima pois o tempo podia piorar. Começamos a descida e ainda encontramos um grupo que ia tentar chegar ao topo. Todos os outros tinham desistido por causa do mau tempo. Descemos o mais rápido que podíamos, incluindo técnicas de skibunda. Quando chegamos no pé do vulcão, olhamos pra cima e o céu estava azul novamente. O tempo ficou ruim só enquanto estávamos no topo. Mesmo assim, fui uma das melhores aventuras das nossas vidas! Já estamos com saudades do Villarrica.

Segundo grupo
Os outros grupos

Ficou assim
Quase lá...

La cumbre
La cumbre!